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Santana: Sinteal decide pressionar Executivo sobre atraso no pagamento de professores

Durante assembleia e reunião com a secretária de Educação, sindicato abordou o uso de recursos do Fundeb, bem como o repasse dos salários da classe.
Sindicalistas participaram da assembleia do Sinteal (Foto: Reprodução / Facebook / Paulo Roberto)
Professores debateram assuntos na assembleia (Foto: Reprodução / Facebook / Paulo Roberto)
Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas – Núcleo Santana do Ipanema, decidiram pressionar o Poder Executivo Municipal, sobre algumas medidas percebidas nos últimos meses. Os posicionamentos aconteceram após uma reunião nesta quarta-feira (14), que debateu entre outros assuntos o atraso nos pagamentos dos servidores em educação.
A presidente do sindicato, Cristina Alves falou um pouco da reunião e foi enfática ao dizer que “a atual gestão tem negligenciado o uso dos recursos para o pagamento da classe”.
Para a dirigente a consequência tem sido os inúmeros atrasos na hora de repassar os salários para os trabalhadores. “Ficou definido que, se houver mais atrasos no pagamento, vamos convocar outra assembleia para votar e decidir se há algum tipo de paralisação, pelo menos de advertência.
Cristina lembrou que ainda neste mês de outubro o sindicato foi chamado pela atual secretária de educação, que para justificar os atrasos, argumentou sobre a crise financeira passada pela administração “Fomos convocados para receber explicações, mas o que percebemos é que o prefeito tem dado suas próprias ‘pedaladas’, no que se refere a administrar os recursos da educação”, comentou a presidente, alegando que os atrasos não se justificam com o argumento de poucos recursos.
Para a líder sindical a situação com os atrasos dos ganhos dos profissionais vem acontecendo desde o ano passado, mas ela afirma que o próprio sindicato já chamou a atenção do prefeito para o problema. “A administração já foi alertada para a necessidade de enxugar a folha da educação, que hoje gira em torno de R$ 1,8 milhão. Após um estudo, percebemos que há até servidores que estão recebendo para trabalhar em determinado local, mas que nunca apareceram por lá”, ressaltou.
Sob a condição de anonimato uma professora da rede municipal confessou a situação nos últimos meses. A servidora chegou a afirmar que os profissionais acabam não tendo a certeza do dia em que vão receber, já que o município, nos últimos meses tem sempre passando do prazo legal. “Que eu me lembre, desde julho não recebemos mais até o quinto dia útil… sempre passa, e nesse mês mesmo é que demorou mais”, disse a docente.
A presidente do Sinteal lembrou que o gestor municipal, que também é um professor, mas hoje recebe pelo ofício de prefeito, tinha como promessa de campanha o pagamento regular do salário dos colegas de classe. “É bom destacar que o prefeito já dizia, ainda quando candidato, que pagar no mês trabalhado seria uma de suas metas”, frisou.
O outro lado
A secretária de educação, interina, Aline Ismar, respondeu aos questionamentos do sindicato. Ela confessou o atraso nos pagamentos. “Realmente nos últimos dois meses os salários não foram pagos nesse prazo [até o 5º dia útil]”. Apesar disso, a representante da pasta alegou que como a reunião aconteceu recentemente, alguns outros questionamentos feitos pelo Sinteal, um deles a solicitação de alguns documentos, feitos através de ofícios ainda devem ser respondidos oficialmente posteriormente.
Por Lucas Malta / Alagoas na Net
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