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Os cursos dos campi do interior têm conceitos “bom” e “muito bom”, diz candidata a reitora da Ufal

Campus da Ufal em Delmiro Gouveia oferta 6 cursos de graduação (Divulgação/Internet)
Com a proximidade do segundo turno da eleição para a Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), marcado para a próxima quinta-feira (5), as candidatas que encabeçam as duas chapas sabem que o voto de cada aluno, técnico e professor é importante, inclusive daqueles que estudam e trabalham nos campi da instituição no interior do estado.
Após publicar, neste sábado (31), matéria com as propostas e pontos de vista da candidata da Chapa 1, Valéria Correia, sobre o tema, o Blog publica agora uma matéria com algumas propostas e análises da candidata da Chapa 2, Rachel Rocha.
Segundo ela, os cursos dos campi da Ufal no interior têm qualidade comprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “Numa escala de avaliação que vai de 1 a 5, os cursos do interior são avaliados pelo Inep com nota 3 e nota 4, esses conceitos seriam Bom e Muito Bom”, disse a candidata, que atualmente é a vice-reitora da Ufal.
Quando questionada se, caso seja eleita, a candidata irá ampliar a quantidade de cursos no campus da Ufal em Delmiro Gouveia, ela explicou que o aumento da oferta de cursos na instituição como um todo depende das políticas de indução do próprio Ministério da Educação, como aconteceu recentemente com o curso de Medicina em Arapiraca.
“Essa oferta pode ser aumentada também por uma decisão local, mas, nesse caso, os novos cursos criados não recebem vagas nem recursos para sua implantação, devendo sua implantação ser garantida pela própria Universidade”, salientou Rachel Rocha.
As principais necessidades do campus da Ufal em Delmiro Gouveia, segundo a candidata, consistem em discutir de forma ampliada a questão da dupla entrada e melhor infraestrutura de laboratórios.
Sobre a afirmação feita pela Chapa 1, da candidata Valéria Correia, postada aqui no Blog, de que os professores do campus da Ufal no Sertão possuem o dobro da quantidade de alunos que os professores do campus de Maceió e, com isso, estariam sem tempo para se dedicar à extensão e à iniciação científica e até adoecendo devido à carga excessiva de trabalho em sala de aula, a candidata Rachel Rocha disse que o campus da Ufal em Maceió tem 54 anos de existência e boa parte dos cursos foram implantados num momento em que a dinâmica dos quantitativos de vagas na relação professor-aluno era outra.
“Os cursos dos novos campi, bem como os novos cursos no campus A.C. Simões, em Maceió, foram implantados seguindo uma outra dinâmica aplicada hoje pelo MEC e que estabelece outros quantitativos”, analisou Rachel Rocha.
O blog também a questionou sobre outra afirmação dos candidatos da Chapa 1, de que no campus do Sertão, em Delmiro Gouveia, há um técnico para cada 52 alunos, enquanto no campus de Arapiraca há um técnico para cada 32 alunos e, na Ufal como um todo, também conforme a Chapa 1, há um técnico para cada 17 alunos, o que tem prejudicado e sobrecarregado os profissionais da instituição em Delmiro Gouveia.
Porém, segundo a candidata Rachel Rocha, a relação de um técnico para cada 17 alunos não é a praticada pelo campus da Ufal em Maceió, e sim a considerada padrão pelo MEC. “O número de servidores técnicos do campus do Sertão é insuficiente como o é também em Maceió. Para sanar esse problema no campus do Sertão, a gestão central da Ufal vem garantindo o aumento paulatino desse quadro funcional”, enfatizou Rocha.
Sobre a pouca autonomia dos campi do interior, o que, segundo os candidatos da Chapa 1, provoca o deslocamento de servidores técnicos e professores para a sede da Ufal, em Maceió, para resolver diversos assuntos, a candidata Rachel Rocha, da Chapa 2, foi taxativa: “Isso é desinformação dos candidatos. Os processos acontecem via sistema informatizado e não demandam idas a Maceió para serem resolvidos. O que há em Maceió são reuniões da direção do campus do Sertão com o reitor e ações mais pontuais como a abertura de processos licitatórios. Qualquer servidor do campus do Sertão pode confirmar isso”.
 Diego Barros - Minuto Sertão
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