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Servidores programam ato contra projeto que prevê mudanças no AL Previdência

Entidades de classes do funcionalismo público ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizam, para esta terça-feira, a partir das 13 horas, à porta do prédio da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), no centro de Maceió, um ato público cujo objetivo é cobrar dos deputados a retirada do projeto de lei que prevê mudanças no instituto de previdência do governo estadual, o AL Previdência. De acordo com a CUT, o projeto representa uma ameaça à aposentadoria dos servidores públicos estaduais.

E esta não é a primeira vez que servidores cobram a retirada de pauta do projeto de lei, que iria de encontro aos interesses dos trabalhadores. Segundo as entidades, a intenção do Executivo 'é transformar o AL Previdência em autarquia, apropriando-se de R$ 120 milhões do fundo previdenciário'. 

Ainda na opinião dos sindicalistas, como o governador Renan Filho (PMDB) tem uma base governista considerada sólida na Assembleia, acredita-se que a matéria será aprovada sem maior resistência. 

"Os servidores não concordam com o texto deste projeto e não medirão esforços para barrar este 'arrastão' milionário dos cofres públicos. Antes de enviar o projeto ao parlamento, seria importante que as autoridades promovessem um intenso debate sobre tais medidas, o que não aconteceu. Vamos, por isso, mostrar aos deputados que a retirada da pauta é o melhor caminho neste momento", afirmou Isac Jackson, que integra a direção da CUT.

Ainda segundo o sindicalista, além da retirada de recursos, o projeto prevê que servidores de outros poderes que não contribuíram com o AL Previdência migrem para o instituto imediatamente após a aprovação da lei pelos parlamentares. "Os poderes querem se livrar de seus aposentados para que haja uma sobra para seus duodécimos. Os servidores desses poderes que, ao se aposentarem, recebem pelos seus órgãos de origem virão para um regime em que o velho está falido e o novo está sendo saqueado", emendou. 

'Já debatemos com a sociedade'

Para o líder do governo na ALE, deputado Ronaldo Medeiros (PT), os questionamentos feitos pelas entidades 'não fazem sentido', visto que o projeto, segundo ele, prevê mudanças somente no tocante aos recursos relativos a cerca de 3,8 mil trabalhadores, que ingressaram no serviço público a partir de 2007. Segundo ele, os demais aposentados não serão afetados 'porque o AL Previdência vai continuar deficitário, com o governo tendo de injetar recursos mensalmente'.

“Eles estão mal informados sobre o teor da matéria. Pedi para que eles apresentassem uma proposta e, mesmo assim, não o fizeram. Esta matéria vai assegurar legalidade a um órgão que necessita dessas alterações. E muitas foram as discussões ao longo das últimas semanas, razão pela qual quarenta emendas surgiram, sendo todas elas apresentados ao texto do projeto”, argumentou.

Gazetaweb
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