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Dunga não confirma time e prevê classificação mais sofrida da história

Técnico mantém suspense no ataque, mas deve escalar Oliveira, e ressalta que vaga na Copa só deverá ser definida na última rodada das Eliminatórias  COMENTE
Dunga comanda treino ao lado do auxiliar e ex-jogador Lúcio
FOTO: DIEGO GUICHARD
Apesar de no domingo Dunga ter mostrado aos jornalistas a opção por Gil e Ricardo Oliveira nos lugares de David Luiz e Neymar, suspensos, nesta segunda-feira ele não confirmou que eles serão titulares na terça, contra o Paraguai, às 21h45 (de Brasília). Depois de ter fechado a parte tática do treino, em sua entrevista coletiva, ele destacou o fato de ter opções com diversas características.
Na zaga, é muito improvável que ele mude. Marquinhos deverá ficar mesmo no banco. Na frente, se o treinador quiser mais força, pode usar Hulk. Se optar por movimentação, tem Jonas. A tendência é que Ricardo Oliveira comece.
- Escolhemos pela forma que os jogadores estão treinando e jogaram os últimos jogos da seleção brasileira, e pelas características que precisamos em campo. Temos outras opções, com atacantes de força e movimentação. Vamos analisar bem para decidir.
Dunga deve mandar a campo a formação no 4-1-4-1 com Alisson, Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo; Fernandinho, Renato Augusto, Willian e Douglas Costa; Ricardo Oliveira.

O resultado do jogo diante do Paraguai vai determinar se, nos próximos cinco meses, hiato das eliminatórias, o Brasil estará na zona dos quatro que se classificam à Copa do Mundo ou numa posição incômoda na tabela, cenário que Dunga prevê: vai se estender até o fim de 2017, quando as vagas no Mundial da Rússia, de 2018, serão definidas.
 - Nunca vi ninguém fazer planejamento de ficar fora ou perder, é sempre otimista. Mas sabemos que vai ser disputado até a última rodada. Se nas outras eliminatórias, que não considerávamos tão difíceis, o Brasil sempre se classificou na última rodada, essa será ainda mais complicada. Temos que jogar para vencer.
Veja os principais trechos da entrevista do treinador:
 
COMISSÃO TÉCNICA GAÚCHA
Montei pela competência, pelo conhecimento das pessoas. Busco eficiência, capacidade profissional, confiança, a amizade vem por último. Principalmente, ter a certeza de que quando eu cometer um erro, eles tenham liberdade de me orientar, cobrar, abrir meus olhos.
 
CONTAS NA TABELA
A conta é que temos de pontuar, ganhar, cada jogo é uma decisão. A tabela é curta, uma vitória te deixa lá em cima, senão você fica no meio ou embaixo da classificação.
 
NEYMAR NA BALADA
Temos que respeitar individualidades, as gerações mudam bastante. Hoje tem redes sociais, os jogadores do meu tempo não tinham essa exposição quando começavam a ter ascensão social. Hoje, o que um jogador faz sai no mundo todo depois de dois segundos. Não posso querer que os jogadores tenham o mesmo comportamento, joguem ou pensem da minha forma. O mais importante é que ele jogue o melhor possível quando estiver dentro da Seleção, tirar o melhor dele para que nós consigamos excelentes resultados.
 
PARAGUAI x BRASIL
O jogo é complicado, o adversário em casa sempre tenta ter superioridade e vencer, tem apoio do torcedor. A dificuldade varia de um adversário para outro, mas o que conta é o resultado. Contra o Chile, até 20 ou 30 minutos do segundo tempo, tivemos várias chances para definir o jogo, mas eles fizeram dois gols. Contra a Argentina, tivemos mais dificuldades, mas no segundo tempo recuperamos o resultado e nos impusemos mais no jogo. É tentar ser muito eficiente.
HOSPEDADOS NO HOTEL DE LÚCIO, AUXILIAR PONTUAL
Essa não é muito minha área, é mais do Gilmar. A minha é mais técnica. Observo se o campo de treinamento é bom, a sala de musculação, as melhores condições. Essa estrutura foi usada pela Fifa durante a Copa do Mundo, aqui já estive com o Internacional e temos todas as condições. Temos uma equipe de pessoas que observa hotéis e campos de treinamento muito antes do treinador, e depois me passam as questões técnicas.
 
O QUE ESPERA DO JOGO
Queria que minha equipe jogasse como jogou a maior parte do primeiro tempo contra o Uruguai. Evolução quer dizer continuidade, mas como ter num time que você fica 128 dias sem treinar ou jogar? É sempre um recomeço. Esperamos um Paraguai que pressione, use experiência e qualidade dos jogadores, tem a marcação forte característica.
Por Globoesporte.com
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