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Dunga quer líderes que relembrem os treinos durante os jogos da Seleção

 (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)
Novos líderes. Que não necessariamente gritem, mas tenham discernimento e frieza suficientes para lembrarem os companheiros da Seleção sobre o que combinaram nos treinamentos.
É isso que Dunga espera encontrar na Copa América Centenário, sem a presença de Neymar, que, até agora, foi seu capitão.
O atacante, ausente do torneio em razão do acordo com o Barcelona para que ele disputasse as Olimpíadas, em agosto, tem tido problemas de comportamento no exercício do posto de capitão. No ano passado, expulso após o fim do jogo contra a Colômbia, acabou suspenso por quatro jogos e desfalcou a Seleção tanto na reta final da Copa América quanto no início das eliminatórias.
Na última rodada dupla do torneio classificatório para a Copa do Mundo, o atacante recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Uruguai e virou desfalque diante do Paraguai, mas foi visto numa balada logo depois, no dia seguinte, quando foi liberado pela CBF da concentração. 
Miranda, que herdou a faixa sempre que Neymar não esteve em campo, é o principal candidato a ser capitão na Copa América, mas jogadores como Daniel Alves, Renato Augusto, Filipe Luís e Luiz Gustavo deverão ser estimulados a participarem mais.
 O que buscamos é ter mais líderes, não só tecnicamente, mas em termos de competitividade, comando da equipe. O líder não tem que gritar toda hora, e sim recordar os companheiros dos treinamentos na semana, do que combinaram sobre o jogo."
Dunga
– O que buscamos é ter mais líderes, não só tecnicamente, mas em termos de competitividade, comando da equipe. O líder não tem que gritar toda hora, e sim recordar os companheiros dos treinamentos na semana, do que combinaram sobre o jogo. Durante a partida, que eles relembrem e façam uma cobrança maior. Essa Copa América vai ser excelente por esse fator, e, logicamente, vamos jogar para ganhar – afirmou o técnico, que também minimizou a pressão por bons resultados:
– Na seleção brasileira, pressão sempre vai existir pelo resultado. A maior cobrança é interna, entre nós, do que podemos render, da capacidade de cada um. Vai ter sempre a mesma cobrança. Não tem nada de novidade. Se você ver a história do futebol brasileiro, todos os treinadores que passaram por aqui responderam a mesma pergunta: cobrança, pressão, busca pelo resultado. Não tem nada de novo.
Veja a íntegra da entrevista de Dunga:
PROTAGONISTAS SEM NEYMAR
– Queremos contar sempre com os melhores. É uma oportunidade para os jogadores aproveitarem. Temos jogadores que já demonstraram capacidade para se tornarem referências na seleção brasileira. 
TESTE PARA AS OLIMPÍADAS 
– Estamos pensando na Copa América, cada um tem que aproveitar a oportunidade de estar na seleção brasileira. A decisão dos jogadores acima de 23, tirando o Neymar, vamos tomar no dia 29 (de junho). Temos alguma ideia, mas o importante é pensar na Copa América, principalmente os jogadores. Eles não podem achar que estão garantidos nas Olimpíadas, cada um tem que buscar seu espaço a cada dia. Não temos atletas olímpicos, e sim da Copa América, muitos já faziam parte da seleção principal. Eles têm que ter essa mentalidade.
Philippe Coutinho e Gil no treino da seleção brasileira em Los Angeles (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)Philippe Coutinho e Gil no treino da seleção brasileira, em Los Angeles (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

TEMPO PARA TREINAR
– Temos dias, o tempo vai depender da análise individual de cada jogador. Não adianta fazer planejamento se os jogadores não tiverem condições de realizarem esse tipo de treinamento. Por isso é importante uma análise individual. Temos 16 jogadores hoje, alguns se apresentaram de manhã, agora mais três chegam à tarde. Temos de analisar quantos jogos eles fizeram em seus campeonatos, o desgaste, em que condições se apresentam.
ESTILO DE JOGO
– Temos um trabalho há dois anos, algumas coisas nós implantamos na seleção brasileira. A equipe tinha achado uma maneira de jogar até os últimos dois jogos. Ficamos 130 dias sem nos reunirmos, tivemos dois dias para treinar, é difícil. Com tempo, é importante buscar a capacidade do drible, da criatividade, tentar fazer com que joguem coletivamente. Montar uma estrutura para que as individualidades possam sobressair. Muito se fala em alterar sistema de jogo, mas em duas ou três horas é difícil.
ADVERSÁRIOS DA PRIMEIRA FASE
– Futebol não tem mais jogo fácil. Todos os jogos são difíceis. As seleções melhoraram bastante e têm motivação diferente quando jogam contra o Brasil. Temos que estar muito atentos, mais concentrados, nos empenharmos mais no jogo.
globoesporte.com
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