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Aumento no nº de casos suspeitos de Guillain-Barré deixa Alagoas em alerta

Foto: Adailson Calheiros - Arquivo / Tribuna Independente
O crescente aumento de casos suspeitos de Síndrome de Guillain-Barré preocupa a população alagoana. Segundo informações da Santa Casa de Maceió, 70 casos foram notificados pelo hospital no período entre 2015 e 2016. A síndrome de Guillain-Barré pode estar associada a complicações do vírus da zika e febre chikungunya e ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.
Segundo o médico hematologista Wellington Galvão, que atende pacientes com Guillain-Barré na Santa Casa, apesar dos 70 casos terem sido notificados no hospital, é possível que o número de casos da síndrome em Alagoas seja maior. “Foram 70 casos apenas na Santa Casa. Não temos conhecimento dos casos que não chegaram lá”, afirmou o médico. Ainda segundo Wellington Galvão, o número diz respeito aos casos notificados de maio de 2015 a maio deste ano. “De maio de 2015 até dezembro foram 43 casos. Os outros 27 foram em 2016”, afirmou.
Uma idosa de 72 anos de idade faleceu com a suspeita da síndrome Guillain-Barré nesta segunda-feira (6). Ela estava internada há vários dias na Santa Casa. “Ela não teve o diagnóstico de Guillain-Barré confirmado. A paciente estava com encefalite e teve chikungunya antes desse quadro, porém não é conclusivo que ela tenha falecido devido à síndrome”, disse Wellington Galvão à reportagem do Tribuna Hoje.  Uma criança de 3 anos de idade, do município de Murici, também faleceu na semana passada e a causa da morte também pode ter sido Guillain-Barré.
Porém, o hematologista destaca o caso de um paciente de 58 anos natural do município de Porto Calvo que faleceu recentemente e foi confirmada a síndrome de Guillain-Barré. “Esse paciente estava internado há cerca de 100 dias. Ele teve uma forma gravíssima da síndrome, apresentou todos os sintomas. Assim que chegou ao hospital, ele foi entubado e apresentou perda de consciência”, afirmou o médico.
Eventos internacionais
O médico Wellington Galvão destaca os eventos internacionais que vêm acontecendo no Brasil como possível “porta de entrada” do zika vírus e da febre chikungunya, enfermidades diretamente relacionados à síndrome de Guillain-Barré. “Essas arboviroses (doenças transmitidas por insetos) vieram com a Copa do Mundo (de 2014). Nós tivemos um aumento muito grande dos casos após esse período. São doenças provenientes do continente africano. Os africanos estão adaptados a essa situação, mas nós não”, disse o médico hematologista.
Segundo o médico, o combate ao Guillain-Barré começa com o constante combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. “O combate ao mosquito deve partir do governo e da própria sociedade. A vacina para as arboviroses está em curso, mas vai levar tempo”, concluiu o médico.
Sesau
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), o Ministério da Saúde não pede notificação compulsória da síndrome de Guillain-Barré, o que acaba sendo um problema para quantificar o número de casos suspeitos existentes no Estado.
“É uma síndrome rara, mas com o surto de zika e chikungunya teve um aumento expressivo no número de casos. A microcefalia passou a ter notificação compulsória após o surto que começou no ano passado. Talvez no futuro o Ministério da Saúde peça a notificação compulsória para Guillain-Barré”, afirmou a assessoria da Sesau.
Tribuna Hoje
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