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Deputados reagem a operação na Assembleia: "carnaval, truculência e arrogância"

Documento apreendido em gabinete foi solicitado pelo Ministério Público de Alagoas  
Atestado médico foi apreendido em gabinete de deputado nesta quarta-feira
FOTO: LARISSA BASTOS
O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Ronaldo Medeiros (PMDB), e os deputados Inácio Loiola (PSB) e Marcelo Victor (sem partido) reagiram, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (15), à operação policial que foi realizada pela manhã com o objetivo de apreender um atestado médico apresentado pelo deputado Marquinhos Madeira (PMDB) há quatro anos. Segundo os parlamentares, bastava apenas que houvesse uma solicitação à Mesa Diretora da ALE para que o documento em questão fosse enviado à autoridade que solicitou via Poder Judiciário. 
De acordo com Medeiros, a atual Mesa Diretoria não foi comunicada sobre nenhuma solicitação para o envio de atestado médico do referido parlamentar. Para o vice-presidente e líder do governo na Casa de Tavares Bastos, se tivesse havido a solicitação não precisava de ''todo esse carnaval e demostração de arrogância". Equipes das Polícias Militar e Civil foram até a sede do parlamento alagoano apreender o documento em cumprimento à decisão judicial. 
"Pelas imagens veiculadas na imprensa, observa-se que Alagoas tem um efetivo de policiais que sobra, né? Acredito que não precisava desse carnaval todo, expondo o Poder Legislativo a esse desgaste desnecessário. Parece-me uma demostração de arrogância, com o emprego desnecessário de um contingente de integrantes da Segurança Pública. A reação desta Casa é necessária porque pode se tornar uma praxe a apreensão de materiais antes de os mesmos serem oficialmente solicitados", expôs Medeiros. 
Para o deputado Marcelo Victor, as operações policiais realizadas no Brasil, sobretudo, as relacionadas à Lava Jato mostram que falta maturidade para as instituições que investigam crimes no país. Victor lembrou que, em recente operação na casa do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), grupamentos de elite da Polícia Federal foram empregados para apreender documentos na residência oficial do parlamentar. 
"Aqui no Brasil, tornou-se uma praxe o emprego de um aparato policial sem necessidade para o cumprimento de uma decisão judicial. Acredito que, na situação de hoje da ALE, bastava um agente da Polícia Civil para buscar o documento. Os casos recentes, como também os registrados há alguns anos, mostram que falta maturidade nas instituições do Brasil. Contudo, tenho certeza que o Brasil vai melhorar um dia diante desse problema", frisou Marcelo. 
Ainda durante a sessão, o deputado Inácio Loiola classificou a ação como ''uma truculência''. 


A ação foi deflagrada nesta manhã pela Polícia Civil, sob o comando do delegado Denisson Albuquerque, do 7º Distrito Policial (7º DP). O mandado foi expedido pelo desembargador João Luiz de Azevedo Lessa, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). 
Por Jonathas Maresia | Portal Gazetaweb.com
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