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Com queda no movimento, postos baixam preço dos combustíveis em Maceió

Quem não sentiu diferença no movimento, teve que acompanhar preços da concorrência 
Postos de combustíveis sentem o peso da crise na economia
FOTO: RAFAEL MAYNART
Com inflação em alta e o poder de compra reduzido, os alagoanos estão criando saídas para sobreviver ao cenário atual de retração da economia brasileira. E uma dessas é a troca do transporte individual para o coletivo, que tem provocado uma queda do movimento nos postos de combustíveis de Maceió. Gerentes dos estabelecimentos na capital apontam que o cenário ruim atual teve início em janeiro e até agora não houve recuperação, por isso, decidiram baixar os preços. Quem não registrou queda no movimento, teve que reduzir os valores dos combustíveis para acompanhar a concorrência. Hoje, o litro da gasolina pode ser encontrado a R$ 3,39. 
O gerente de um posto de combustível localizado na Avenida Thomás Espíndola, no bairro do Farol, disse que a variação do preço depende do repasse da distribuidora. No entanto, ele ressaltou que o movimento caiu "assustadoramente", sobretudo ao longo dos últimos meses, e os estabelecimentos tiveram que se adequar para não perder mais clientes, apesar de também enfrentarem um aumento das taxas públicas que impactam no valor final que é repassado ao consumidor.
"Além do repasse da distribuidora, nós acrescentamos ao preço final as taxas que precisamos pagar ao governo. Uma renovação de licença paga ao Instituto de Meio Ambienta (IMA), por exemplo, que antes era R$ 500, hoje custa R$ 1,5 mil. Muitos postos estão fechando porque não estão conseguindo acompanhar esse aumento e a queda do movimento é assustadora. Não sabemos onde essa situação vai parar e decidimos diminuir o lucro para sobreviver", afirmou o gerente, que não quis se identificar. 
Já em outro posto localizado na Avenida Jatiúca, o gerente explicou que a queda no preço aconteceu para acompanhar a concorrência. Segundo ele, diante do quadro atual do Brasil, o mercado sentiu uma queda no movimento que começou em janeiro e até agora não se recuperou. Ele colocou que em quatro anos houve um aumento significativo na carga tributária e que os donos dos postos trabalham com um lucro muito pequeno. Segundo ele, o faturamento caiu cerca de 30% ao longo dos últimos quatro anos. 
Percorrendo as ruas de Maceió, a reportagem encontrou uma grande variação no preço do litro da gasolina, que vai de R$ 3,39 a até R$ 3,83. Há alguns meses, o combustível chegou a custar mais de R$ 4. 
Os gerentes dos postos alegam que a queda no preço é um atrativo ao consumidor, mas que se arriscam a lucrar menos ou fechar o mês no prejuízo. 
Gazetaweb
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