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Maioria da bancada de Alagoas diz que votará pela cassação de Eduardo Cunha

Deputados Marx Beltrão, Arthur Lira, Val Amélio e Nivaldo Albuquerque não quiseram revelar o voto 
Eduardo Cunha renuncia a presidência da Câmara
FOTO: ARQUIVO
Com a voz embargada na entrevista em que renunciou à presidência da Câmara, Eduardo Cunha não lembrava nem de longe o parlamentar que pautava as principais discussões do País até pouco tempo. Coube a ele aceitar o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Nos próximos dias, o plenário da Câmara Federal vai analisar o pedido de cassação de Cunha. Hoje, a maioria dos deputados da bancada federal de Alagoas projeta votar contra Cunha. 
Na comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), os deputados analisam um recurso contra o relatório da Comissão de Ética que defende a cassação do deputado carioca. Há expectativa que ele perca na CCJ. Diante do quadro atual, cinco dos nove parlamentares que representam Alagoas na Câmara prometem votar pela cassação do deputado. Em regra, eles acreditam que Eduardo Cunha quebrou o decoro ao mentir sobre a existência de contas em bancos localizados fora do Brasil. 
Os deputados João Henrique Caldas (PSB), Pedro Vilela (PSDB), Paulo Fernando (PT), Ronaldo Lessa (PDT) e Givaldo Carimbão (PHS) já têm uma posição tomada e votam pela cassação de Cunha. O deputado Marx Beltrão (PMDB) declarou que, apesar de já ter uma posição formada sobre o tema, não vai revelar o voto neste momento. Ele mostra uma tendência de votar seguindo o relatório que recomenda cassação. Já Arthur Lira (PP) não quis se manifestar, mas é considerado um grande aliado do deputado.
Val Amélio (PRTB) disse que ainda não conhece toda a peça acusatória contra Cunha, mas prometeu tomar uma posição em breve. Procurado por diversas vezes, o deputado Nivaldo Albuquerque (PRP) não quis se manifestar.
O QUE DIZEM OS DEPUTADOS
"Acredito que Eduardo Cunha é o grande responsável por esse golpe político que vivemos hoje no Brasil. Além disso, ele foi um grande articulador desse governo interino que não tem representação legal. Assim como muitos companheiros do Partido dos Trabalhadores, eu voto pela cassação desse deputado", expôs o deputado Paulo Fernando, o Paulão. 
Ao fazer o mistério sobre o seu voto, Marx Beltrão (PMDB) refutou a possibilidade de participar de um "acordão" que tenha por objetivo salvar o mandato de Cunha. Beltrão enfatizou ainda que nunca ''existiu nenhuma conversa entre os líderes do PMDB neste sentido". Ele garantiu que vai votar de forma consciente e tomando como base para isso as ''provas do relatório". "Hoje, o clima na Câmara é desfavorável a Eduardo Cunha", ponderou Marx. O PMDB é a maior bancada da Câmara Federal. 
Por sua vez, o deputado Pedro Vilela (PSDB) criticou  a lentidão do processo contra Cunha. Vilela disse acreditar que, em virtude do que assiste no Congresso, existe uma tendência de que Eduarda Cunha tenha rejeitado o recurso que apresentou à CCJ. "Por tudo que vem sendo apresentado contra ele, acredito que o PSDB vai votar pela cassação. São diversos indícios que comprovam essas irregularidades. Também devo votar seguindo o relatório que pede a cassação do mandato", pontou o deputado. 
Para o deputado João Henrique Caldas, além da mentir sobre as contas, Cunha não reúne mais condições de seguir entre os seus pares em virtude das sucessivas delações premiadas que o colocam como mentor de um suposto esquema de corrupção na Petrobras. "O conjunto da obra tem peso nesse tipo de deliberação, e a punição deve ser exemplar. Seja pela questão técnica, seja pela questão política, o mais coerente é acompanhar o Conselho de Ética e votar pela perda do mandato", explicou.
Se o voto de Arthur Lira for em defesa de Cunha não será novidade. Considerado um forte aliado do ex-presidente da Câmara, Lira foi o responsável por confeccionar um relatório que poderia ajudar Cunha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar da pressão popular, Lira manteve o relatório, mas o presidente interino, Waldir Maranhão (PP), rejeitou o material.
O deputado licenciado, Maurício Quintella (PR), negou que exista um "acordão" para pedir exoneração do Ministério do Transportes para votar a favor de Cunha quando o pedido de cassação chegar ao plenário. 
Além de questionar a forma de votação realizada - nominal, em que cada deputado manifesta oralmente seu voto - Cunha alegou que, no mês passado, os membros do Conselho decidiram pela cassação considerando que ele ainda era presidente da Câmara. 
Por Jonathas Maresia | Portal Gazetaweb.com  
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