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Argentina enfrenta fantasma, e Uruguai tem reencontro tenso no Chile

Que os confrontos entre sul-americanos são tradicionalmente cercados por muito nervosismo, ninguém duvida. Mas dois dos jogos desta terça-feira pela 12ª rodada das eliminatórias da Copa de 2018 reservam ingredientes que apimentam os 90 minutos. Derrotada pelo Brasil por 3 a 0 na quinta passada e fora da zona de classificação, a Argentina recebe a Colômbia, terceira colocada e cuja visita sempre traz de volta a lembrança da pior derrota da alviceleste em casa: o 5 a 0 da edição de 1993 do torneio classificatório. Em Santiago, o vice-líder Uruguai reencontra o Chile, quinto lugar e seu carrasco nas quartas de final da Copa América de 2015 no mesmo Estádio Nacional. Ambas as partidas começam às 21h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV e em Tempo Real com vídeos no GloboEsporte.com.
Antes desses dois confrontos de peso, quem abre a rodada é a lanterna Bolívia, em duelo de goleados na rodada passada com o Paraguai, sétimo colocado, às 18h (de Brasília). Derrotada pela Venezuela por 5 a 0, a seleção andina recebe em La Paz os guaranis, derrotados de virada em casa por 4 a 1 pelos peruanos e de olho numa ascensão para a zona de classificação. Pouco depois, às 19h (de Brasília), o quarto lugar Equador tenta se recuperar diante de sua torcida, em Quito, contra os empolgados venezuelanos, penúltimos na tabela. Ambos os jogos também têm transmissão ao vivo do SporTV e em Tempo Real com vídeos no GloboEsporte.com.
E AGORA, MESSI?
Pressionados, os argentinos partem para cima da Colômbia, em San Juan, para terminarem bem o ano, sob pena de entrarem 2017 com o risco maior de ficarem fora da Copa do Mundo. Com 16 pontos em sexto lugar, estão apenas um atrás da zona de classificação. Com um adversário direto pela frente, garante ao menos a quinta colocação se ganhar, podendo ficar até em terceiro no caso de derrotas de Equador e Chile na rodada. Mas, se tropeçar de novo, tem a possibilidade de cair mais duas posições e terminar a temporada em antepenúltimo, com vitórias de Paraguai e Peru.
Bauza, Messi, Mascherano e Di María no treino da seleção da Argentina (Foto:  REUTERS/Marcos Brindicci)Cabisbaixos: Bauza, Messi, Mascherano e Di María sob tensão na Argentina (Foto: REUTERS/Marcos Brindicci)
Como sempre, Messi é a principal esperança de Bauza. Mas, depois do pesadelo no Brasil, o craque ainda passou por um susto na viagem para San Juan, chegando até a vomitar por causa da turbulência no avião, segundo o jornal "Olé". À frente, o camisa 10 vai ter um novo centroavante para ajudar. Questionado, o treinador Bauza deve lançar Pratto, do Atlético-MG, no lugar de Higuaín, muito criticado. Apesar dos problemas, a direção da AFA (Associação de Futebol Argentina) mantém o suporte ao comando.
- De jeito algum está prevista mudança de treinador. Vamos cumprir o contrato. Para nós, Bauza foi e segue sendo o melhor - disse Armando Pérez, presidente do comitê de intervenção na AFA.
James Rodríguez e Aguilar no treino da seleção da Colômbia em San Juan (Foto: Reprodução de Twitter)James Rodríguez e Aguilar no treino da seleção da Colômbia em San Juan (Foto: Reprodução de Twitter)
Do outro lado, o fantasma colombiano assombra os argentinos comandados por um compatriota. Sob a direção de José Pékerman, os cafeteros prometem jogo duro comandados por James Rodríguez, camisa 10 do Real Madrid, Cuadrado, destaque do Juventus, e Falcao García, artilheiro de novo em alta no Monaco. Com 18 pontos na terceiro colocação, atrás apenas de Brasil e Uruguai, vêm de um empate por 0 a 0 em casa com o Chile.
- De visitante, a Colômbia jogou partidas muito inteligentes. A Argentina vem de dificuldades. Temos que aproveitar essa situação - disse José Pékerman na entrevista coletiva de segunda-feira.
Apesar da goleada histórica de 1993, os colombianos não têm um retrospecto recente favorável contra a Argentina. Além de terem perdido no turno, por 1 a 0, em Barranquilla, não ganham da alviceleste há seis jogos, desde 2007.
CAVANI DE VOLTA
Cavani dá autógrafo no aeroporto de Carrasco na viagem da seleção do Uruguai (Foto: EFE/Raúl Martínez)Cavani dá autógrafo no aeroporto de Carrasco na viagem da seleção do Uruguai (Foto: EFE/Raúl Martínez)
Em Santiago, o Uruguai poderia esperar um jogo mais tranquilo, como o animado rachão na véspera em que Suárez fez um gol como goleiro. Só que pela frente está outra seleção pressionada, além da rivalidade aflorada do confronto nos últimos anos.
Vice-líder, embalada por mais uma vitória, sobre o Equador por 2 a 1, a Celeste conta de novo com o artilheiro das eliminatórias. Com sete gols e liberado da suspensão que o tirou da rodada passada, Cavani pode voltar a fazer parceria de ataque com Luis Suárez. E tem um desafio pela frente: superar qualquer provocação que possa partir do zagueiro Jara, responsável por uma reação que o fez ser expulso nas quartas da Copa América de 2015, perdida por 1 a 0. Depois daquele confronto, as seleções só se enfrentaram uma vez, no estádio Centenário. Com clima de revanche no ar, os bicampeões mundiais venceram por 3 a 0, no turno.
Na posição que leva à repescagem, em quinto lugar, com 17 pontos, os atuais bicampeões da Copa América precisam vencer para virarem o ano com boas chances de irem ao Mundial.
Por San Juan, Argentina
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