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Caso Luiz Ferreira: julgamento de acusados de matar vereador de Anadia entra na reta final; MPE/AL defende condenação dos réus

Foto: Assessoria
O julgamento dos acusados de matar o médico e vereador de Anadia, Luiz Ferreira de Souza, está na sua reta final, na tarde desta sexta-feira (17), no Fórum de Maceió. Neste segundo dia de Tribunal do Júri, acusação e defesa abriram a fase de debates.
O representante do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), promotor de Justiça Paulo Barbosa, iniciou sua participação afirmando que a avaliação do júri precisa ir além do caso concreto, já que o crime foi cometido para encobrir desvios de verbas pública.
Ele ressaltou que a condenação dos acusados será emblemática para todos que acreditam na honestidade e lutam contra a corrupção. "Um homem foi friamente assassinado por optar pelo que achava certo, por preferir o bem para a população de uma cidade. Sua opção ameaçava a continuidade de pessoas desonestas no poder. Isso foi o que aconteceu e por isso ele foi morto cruelmente", declarou.
O promotor de Justiça fez questão de ressaltar que o desvio de verbas públicas é uma violência cometida contra centenas de pessoas e a luta do vereador Luiz Ferreira de Souza era, justamente, contra esse comportamento fraudulento da então prefeita de Anadia, Sânia Tereza Palmeira Barros.
"Temos aqui a luta da honestidade contra a corrupção, esse mal que se alastra na sociedade, que toma conta do país e afeta milhões de pessoas. Assassinaram um homem que lutava contra o desvio de dinheiro, contra a improbidade administrativa. Um homem que sonhava com uma sociedade justa. Precisamos dar um basta nisso. As pessoas não podem morrer por lutar pelos seus ideias", disse.
As participações
De acordo com o promotor de Justiça, Paulo Barbosa, o homicídio teria sido planejado pela então prefeita de Anadia, Sânia Tereza, e pelo companheiro dela, Alessander Leal. O vereador assassinado pretendia denunciar irregularidades cometidas pela gestora municipal.
"Ele iniciou seu mandado apoiando a Sânia Tereza, mas mudou sua posição ao descobrir irregularidades na gestão, como o desvio de R$ 7 milhões e licitações fraudulentas. Ele se transformou em um obstáculo na continuidade dessas falcatruas", argumentou o membro do MPE/AL.
Os outros suspeitos foram identificados como Tiago Campos, Everton de Almeida, Adailton Ferreira e Wallemberg Torres da Silva.
Neste júri, sentam no banco dos réus Alessander Leal, Tiago Campos e Everton de Almeida. "Alessander coordenou a ação, Tiago dirigiu o carro e Everton deu apoio. Cada um teve participação e colaborou para que este assassinato ocorresse", afirmou Paulo Barbosa.
Já a ex-prefeita e o acusado Adailton Ferreira recorreram da sentença de pronúncia e serão julgados quando sair o resultado do recurso. Wallemberg Torres da Silva, acusado de efetuar os disparos, está foragido.
Por Assessoria MP/Al
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