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Em Alagoas, trotes lideram ligações para números de emergência, aponta SSP

Mentiras e palavrões diários prejudicam o trabalho e causam danos emocionais a policiais e bombeiros militares
Apesar de trabalho, educativo ainda há diversos trotes em AL
FOTO: ASCOM SSP
Os atendentes dos serviços de emergência em Alagoas ouvem diariamente mais de 2.500 ligações da população que teoricamente necessita dos serviços do 190, da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), e 193, do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), porém, o Centro Integrado Operacional de Segurança Pública (Ciosp) da Secretaria de Estado da Segurança Pública, lamenta a proporção de telefonemas classificados como trotes e falsos pedidos de socorro, e afirma ser a "maioria absoluta" das chamadas. 
Apesar de a intenção de muitos autores de trotes ser a diversão, os policiais e bombeiros não reagem com sorrisos ao serem questionados sobre os chamados trotes. Eles se mostram inconformados com a forma como são tratados e com o tempo gasto ouvindo mentiras e palavrões, mesmo quando reconhecem de imediato o modus operandi de quem está do outro lado da linha.
As crianças encabeçam a lista dos que mais passam trotes para os serviços de emergência no Ciosp, sendo os horários de entrada e saída das escolas o período de maior volume de ligações para o 190 e 193. Os atendentes passam a ouvir todos os tipos expressões obscenas, dos mais ingênuos aos mais elaborados "pedidos de socorro".
 Os adultos preferem perturbar no período noturno para levar seus problemas aos militares. As expressões grosseiras ganham maior ênfase e, por mais que tentem não dar atenção, os atendentes são afetados pelo desrespeito de muitas pessoas.
A cabo Dilma Ferreira Souza Lira do Corpo de Bombeiros Militar alerta para um fato que pode ser o limite entre a vida e a morte, "é estressante o fato de vermos o quanto se perde de tempo com os trotes. E o pior é que o telefone continua chamando para outras pessoas que estão precisando. Quando desligamos o trote e atendemos aquelas pessoas que estão verdadeiramente ligando em busca de socorro, as pessoas reclamam da demora, dizem que não atendemos rápido", relata a bombeira.
 Segundo a psicóloga Janete Melo, as pessoas reagem de formas diferentes às mesmas situações. Em exposição diária ao desrespeito no ambiente de trabalho, alguns profissionais podem ser afetados psicologicamente.
Por Gazetaweb, com assessoria 
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