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Fiscais do IMA flagram crimes ambientais em Delmiro Gouveia

imagens Gazeta de Aalgoas
Uma ação de fiscalização conjunta, entre o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e a Secretaria de Meio Ambiente do município de Delmiro Gouveia, registrou, nesta sexta-feira (4), uma série de crimes ambientais em propriedades rurais da região.
No Sítio Serra D’Água, as equipes de fiscalização encontraram dois fornos de fabricação de carvão destruídos, provavelmente por quem estava fabricando o carvão. Foram encontrados também, ao lado do carvão, restos de madeira e uma pá.
Na mesma propriedade, foi descoberta uma área ilegal de extração de minério. Pela quantidade de rochas cortas no local, a suspeita é que a atividade estava sendo feita em escala comercial.
No sítio, também havia lonas escondidas, usadas provavelmente como abrigo em acampamentos na mata.
Além dos crimes já mencionados, um imenso depósito usado para guardar maquinário pesado com vários tambores para armazenar óleo e combustível também foi encontrado. O depósito fica no meio da caatinga, o que não é permitido.
"Tudo isso são irregularidades que precisam ser corrigidas. Eles [proprietários] vão ser notificados para comparecer a secretaria e ao IMA para prestar esclarecimento e ser aplicado a devida correção na legislação”, explica o secretário de meio ambiente de Delmiro Gouveia, Luciano Aguiar.
Já em uma carvoaria, construída no meio da mata, era praticada a extração ilegal de madeira nativa da caatinga para fabricação de carvão.

Desmatamento

Os fiscais constataram também que uma grande área de terra descampada foi desmatada há pouco tempo no local, e os restos de pneus queimados encontrados caracterizam mais um crime ambiental: o descarte irregular de material nocivo ao meio ambiente. O proprietário das terras não estava quando os fiscais visitaram o local.
Na fabricação do carvão, a madeira nativa vem sendo muito utilizada. Quando é constatado o uso – como no terreno particular – o forno é destruído. O proprietário do forno não foi encontrado.
Em uma fazenda, também no município, um forno maior foi localizado e destruído pelos fiscais. A agricultora Valdira Moreira toma conta do lugar.
Ela confirmou que já fabricou carvão, mas a mando do dono da propriedade, que seria responsável pela venda do carvão. Ele também não foi encontrado. “Ele mandava eu fazer para dividir o dinheiro com ele, mas só que agora ele também parou”, conta Valdira.
No local, um detalhe chamou a atenção dos fiscais: para cozinhar fogão a lenha, Valdira estava usando madeira seca, velha, como determina a lei.
"Temos uma série de irregularidades que precisamos começar a educar. Esse primeiro processo é educativo, e nós precisamos dar uma solução ao problema de devastação da caatinga, que resta muito pouco”, diz o secretario Luciano.
O assessor técnico do IMA fala que os envolvidos vão responder um processo administrativo. "No caso é multa, e caso seja levado ao Ministério Público, responderão em questão criminal", explica.
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